
sábado, 15 de novembro de 2008
Recomeçar

De soslaio
Pritama
Louca experiência, a vida./Ando num campo minado/A passos de dançarina clássica,Guiados pelos cantos dos meus olhos,/Para não dar passagem ao pânico./Vivo a vida em vislumbres!/Louco descanso, a vida./Quando no nada, posso ser ou não-ser,/Fundir-me em mim mesma e/Flutuar entre brisas e nuvens suaves./Meu corpo, então, não ocupa espaço./E em meio a toda essa paz/Simulo que finjo não perceber/A proximidade inevitável do drama e sua explosão./Volto minha cabeça, lentamente, só um pouco,/O suficiente para apenas espreitar/As sugestões de espirais de fumaça claras./As minas explodira
m? Dei um passo errado?Talvez!/Continuo calmamente o meu caminho/Sentindo que, talvez, seja apenas um suave cheiro de pólvora,/Prendo a respiração e lembro-me do “L’eau par Kenzo”./What a parfume!/Faço um “relevé” ligeiro/Com as pontas gastas das minhas sapatilhas invisíveis./Esboço um quase sorriso e/Continuo a minha passagem sorrateira/Com os cantos dos meus olhos./Não preciso mais da experiência para inferir efeitos,/Eu os transformo através da minha visão “trée” fragmentada/Pelo meu bem-viver à francesa./Assim, a maldade só me pega de surpresa,/E, se me encontrar, estarei equilibrando-me/Nesse fio tênue que separa a sanidade da loucura,/Na ponta dos pés, ao som do “La vie en rose”./C’est ma vie, mon amie.Pritama
Assinar:
Postagens (Atom)